O cenário hídrico em Rondônia se torna cada vez mais alarmante com o aumento contínuo dos níveis dos rios. O Rio Madeira, um dos principais cursos d’água da região, atingiu recentemente a cota de emergência, superando a marca de 16 metros. A Agência Nacional de Águas (ANA) é responsável pela medição dos níveis, que estão sendo rigorosamente monitorados pela Defesa Civil Municipal.
Na última quarta-feira (19), a situação se agravou ainda mais no município de Humaitá, localizado a 697 quilômetros de Manaus, que registrou a impressionante marca de 23,19 metros. Em resposta a essa crise, a cidade declarou estado de emergência, reconhecendo a gravidade da situação e a necessidade de medidas imediatas para proteger a população.
No distrito de Nova Mutum, em Porto Velho, as consequências do aumento das águas já são visíveis. Muitas famílias estão enfrentando dificuldades para sair de casa, e as plantações foram severamente afetadas, resultando em perdas significativas para a comunidade. Famílias temem o isolamento, especialmente com a previsão de mais chuvas na região, que pode agravar ainda mais a situação de quem vive às margens dos rios.

Os moradores já sentem no bolso o prejuízo causado pelas águas que invadiram suas terras. As plantações, que são a principal fonte de sustento para muitas famílias, foram severamente afetadas, resultando em perdas significativas que ameaçam a segurança alimentar das comunidades.
Os ribeirinhos, que dependem da agricultura para garantir o sustento diário, estão vendo seus esforços e investimentos desmoronarem com a força da cheia. Milhares de hectares estão submersos, comprometendo não apenas a colheita, mas também a renda dos agricultores.
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